NOTÍCIAS
09 DE SEPTEMBER DE 2026
Corregedorias compartilham experiências e discutem soluções para aprimorar Justiça
Corregedores e corregedoras de todo o país se reuniram nesta terça-feira (8/9), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para compartilhar experiências, apresentar soluções de gestão e discutir estratégias para o aprimoramento da atividade correcional. O “Encontro Nacional Integração de Boas Práticas: diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil” reúne representantes das corregedorias dos tribunais, do Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil e da Corregedoria Nacional de Justiça.
Na abertura, o corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, destacou a importância da troca de experiências entre quem atua diretamente nos tribunais e as equipes do Conselho.
“O CNJ deve identificar experiências bem-sucedidas, estimular a cooperação e contribuir para que essas práticas possam ser replicadas e adaptadas localmente”, afirmou. Segundo o ministro, a atuação correcional deve ter caráter também preventivo e orientativo, buscando construir soluções para os problemas identificados nas corregedorias.
O secretário de Estratégia e Projetos (SEP) do CNJ, Paulo Marcos de Farias, ressaltou que o encontro representa uma oportunidade de integração entre as corregedorias e de compartilhamento de soluções desenvolvidas pelas diferentes cortes.
Experiências dos tribunais
No eixo judicial, experiências de três tribunais mostraram como reorganização de fluxos, integração de equipes e uso estratégico de dados podem contribuir para aumentar a eficiência e reduzir o tempo de tramitação dos processos.
Do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira apresentou o CEPROC, modelo de centralização e especialização do processamento judicial. A iniciativa reorganizou tarefas, com padronização de fluxos e a unificação de sistemas, e criou equipes especializadas para atividades como localização de endereços, imóveis e bens necessários à execução. Nas varas empresariais atendidas pelo modelo, o tempo médio de movimentação dos processos caiu de 178 para 31 dias. O acervo também foi reduzido: passou de 42.216 processos em agosto de 2025 para cerca de 29 mil em agosto de 2026.
Já o corregedor-geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Raimundo Messias Júnior, apresentou o projeto SIN, que promove a integração de secretarias judiciais. A proposta prevê a implantação do modelo em 74 varas da comarca de Belo Horizonte, com 17 secretarias integradas e atuação em 11 competências, entre elas Família, Empresarial, Sucessões e Cível.
Já o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apresentou o Sistema de Correição Judicial (SISCORJUD), ferramenta que cruza informações processuais para auxiliar a identificação de prioridades e situações que demandam atuação das unidades.
O sistema permite localizar processos com excesso de prazo, identificar tarefas com permanência prolongada, apontar inconsistências e acompanhar processos relacionados às metas do CNJ. A ferramenta complementa os registros do Processo Judicial Eletrônico (PJe), transformando os dados de tramitação em informações para gestão e correição.
Cooperação entre corregedorias
Além das experiências dos tribunais, o encontro apresenta projetos e ferramentas desenvolvidos pelo próprio CNJ para apoiar a atuação das corregedorias. No campo judicial, estão em discussão temas relacionados à gestão, eficiência, padronização e aprimoramento dos serviços. O eixo extrajudicial reúne iniciativas voltadas aos serviços notariais e de registro. Já o eixo fundiário aborda projetos e soluções relacionados à atuação correcional nessa área.
No Painel II, foram apresentados iniciativas, sistemas e projetos do CNJ para apoio à atuação correcional. Entre os pontos apresentados na agenda das corregedorias está o acompanhamento da prestação jurisdicional na área da infância e juventude, apresentado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ Hugo Zaher, no combate à violência contra a mulher, com apresentação da juíza auxiliar da Presidência do CNJ Suzana Massako, e sobre o enfrentamento ao crime organizado, apresentado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ Gláucio Roberto.
Assista a transmissão do Encontro Nacional Integração de Boas Práticas: diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil no canal do CNJ no YouTube.
Fonte: CNJ
The post Corregedorias compartilham experiências e discutem soluções para aprimorar Justiça first appeared on Anoreg RS.
Outras Notícias
Anoreg RS
01 DE JUNE DE 2026
3º Exame Nacional dos Cartórios: Rio Grande do Sul tem mais de 650 inscritos
O Rio Grande do Sul contabilizou 658 inscritos no 3º Exame Nacional dos Cartórios (Enac), que será aplicado no...
Anoreg RS
28 DE MAY DE 2026
Projeto Terra entrega 133 títulos de propriedade durante a Semana do Solo Seguro
Na Semana do Solo Seguro, o "Projeto Terra: Você é dono do seu imóvel?", realizado pela Corregedoria-Geral da...
Anoreg RS
28 DE MAY DE 2026
DPE/RS realiza centenas de atendimentos em mutirão para regularização de imóveis da extinta Cohab
A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) realizou, nos dias 25 e 26 de maio, mais de 100...
Anoreg RS
28 DE MAY DE 2026
Reportagem especial traz tudo o que é importante saber sobre testamento
Testamento é o documento que permite a uma pessoa registrar a própria vontade sobre como os seus...
Anoreg RS
27 DE MAY DE 2026
Prêmio Laura Ullmann López reconhece legado e destaques da regularização fundiária
Voltado ao estímulo à ampliação de políticas públicas de regularização fundiária e ao fortalecimento da...