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29 DE JULY DE 2026
Novas exigências do CNJ ampliam o foco dos cartórios para gestão e compliance
Após avanço da digitalização, especialistas apontam que governança e sucessão técnica passam a ser prioridades para garantir segurança e continuidade das serventias
As novas exigências de tecnologia da informação e governança estabelecidas pelo Provimento nº 213/2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reforçam uma mudança de foco nos cartórios brasileiros. Depois de uma década marcada pela digitalização dos serviços extrajudiciais, especialistas avaliam que o principal desafio das serventias passa a ser a profissionalização da gestão, com a adoção de práticas de governança, compliance e planejamento sucessório capazes de sustentar os avanços tecnológicos conquistados.
O provimento estabelece padrões mínimos de tecnologia da informação para garantir segurança, integridade, autenticidade e rastreabilidade dos atos praticados nas serventias, além de prever a adoção de critérios de governança de TI. No mesmo período, o CNJ também atualizou o Sistema Justiça Aberta, plataforma utilizada para monitorar a produtividade e a arrecadação das unidades extrajudiciais em todo o país, ampliando a exigência por informações estruturadas e processos mais transparentes.
A mudança também pode ser observada em iniciativas do próprio setor. A edição 2026 do estudo Raio-X dos Cartórios, da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (ANOREG-BR), passou a incluir indicadores relacionados à governança, ao uso de inteligência artificial e à preparação tecnológica das serventias até 2030, evidenciando que a maturidade da gestão passou a ocupar papel estratégico na modernização dos cartórios.
Segundo especialistas em gestão cartorária, a transformação digital solucionou boa parte dos gargalos operacionais, mas também revelou fragilidades estruturais, como a ausência de processos formais de governança, políticas de compliance e planejamento para sucessão técnica.
“A tecnologia resolveu o problema da velocidade, mas não resolve sozinha o problema da estrutura. Um cartório que digitalizou seus processos, mas ainda depende inteiramente do conhecimento informal de uma ou duas pessoas criou eficiência de curto prazo e risco de médio prazo. Governança não é uma etapa posterior à transformação digital; é ela que garante sua sustentabilidade ao longo do tempo”, afirma Eduardo Silvestrin, coordenador financeiro da Silvestrin, especializada em gestão de serventias extrajudiciais.
Sucessão técnica preocupa especialistas
Entre os principais pontos de atenção está a sucessão técnica. Em muitas serventias, o conhecimento sobre processos internos, relacionamento com órgãos reguladores e rotinas operacionais permanece concentrado em poucos profissionais, geralmente ligados à gestão histórica da unidade.
Na avaliação dos especialistas, a ausência de planos formais de sucessão pode comprometer a continuidade das atividades, mesmo em cartórios que já alcançaram elevado nível de digitalização.
Compliance deixa de ser diferencial
O fortalecimento das exigências regulatórias por parte do CNJ e das corregedorias estaduais também impulsiona a adoção de modelos de gestão mais estruturados. Controles internos, políticas de compliance, rastreabilidade das decisões e prestação de contas passam a integrar a rotina das serventias, independentemente do seu porte.
Para Eduardo Silvestrin, esse movimento acompanha uma evolução semelhante à observada no setor privado.
“Cartórios que tratarem a governança como prioridade estratégica, e não como burocracia adicional, estarão mais preparados para enfrentar os desafios dos próximos anos. Isso significa formalizar processos decisórios, preparar sucessores e estabelecer controles capazes de reduzir riscos operacionais, jurídicos e reputacionais”, conclui.
Sobre a Silvestrin
A Silvestrin é uma empresa especializada em contabilidade, consultoria e gestão financeira para serventias extrajudiciais, com atuação focada nas particularidades do setor notarial e registral. Com ampla experiência no atendimento a cartórios em todo o Brasil, a empresa apoia notários e registradores na organização contábil, no planejamento tributário e na adequação às constantes mudanças legais e regulatórias, contribuindo para a segurança jurídica, a eficiência operacional e a sustentabilidade econômica das serventias.
Para saber mais, acesse: silvestrin.com.br/ ou pelo e-mail: [email protected]
Fale com a Silvestrin: 11 3052-1085 / 11 9 9581-8986
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