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26 DE AUGUST DE 2026
Novo corregedor nacional de justiça defende magistratura mais próxima da sociedade
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves assumiu, nesta terça-feira (25/8), a cadeira de corregedor nacional de justiça para o biênio 2026–2028. Em seu discurso, ele destacou que a formação de um juiz não se esgota no domínio técnico do Direito e que é preciso que integrantes da magistratura compreendam as desigualdades regionais e conheçam a sociedade para avaliar os efeitos concretos de suas decisões.
O novo corregedor nacional pontuou também que, embora a tecnologia tenha tornado o trabalho mais eficiente em vários aspectos, nunca poderá substituir a presença pessoal, institucional, nem afastar o juiz da realidade local. “Por isso, lugar de juiz é na jurisdição, na comarca, no foro, na unidade judiciária e próximo à sociedade que dependa do serviço judicial”, defendeu.
Para ele, a Justiça do futuro não será apenas mais digital, mas também terá de ser mais acessível, clara, simples, confiável e humana. “E, para atingir esse objetivo, o cargo de corregedor nacional demanda integridade, eficiência e diálogo institucional. Integridade para apurar as reclamações disciplinares com rigor técnico sem seletividade, nem complacência, sempre com observância do devido processo legal”, considerou.
Benedito Gonçalves tomou posse em cerimônia realizada na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na presença de ministros e autoridades do Judiciário, do Executivo e do Legislativo. O ministro dirigiu palavras de reconhecimento ao antecessor, o ministro do STJ Mauro Campbell Marques. “Assumo o compromisso de dar continuidade às políticas que produziram resultados relevantes, sem deixar de enfrentar as novas demandas impostas ao nosso Poder Judiciário”, disse.
Trajetória
Em discurso durante a cerimônia, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, ressaltou a contribuição do novo corregedor para a democracia brasileira ao longo de sua trajetória. Como corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves atuou contra a desinformação e questionamentos ao processo eleitoral brasileiro. “E Sua Excelência o fez como devem agir os magistrados: por meio dos autos, das provas, da Constituição e da Lei”, declarou Fachin.
Fachin citou outros marcos da carreira do novo corregedor, que tem mais de cinco décadas de serviço público e 38 anos como juiz federal, especialmente na Justiça Federal fluminense, em que foi desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Em 2008, Benedito Gonçalves chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “São 18 anos de atuação marcados pela técnica e, sobretudo, pela compreensão de que o exercício da jurisdição exige independência de espírito”, destacou o presidente do CNJ.
O presidente do CNJ destacou que o novo corregedor deverá atuar para proteger a independência judicial e disseminar uma cultura cada vez mais sólida de cidadania. “Seja muito bem-vindo, ministro Benedito Gonçalves. O Conselho Nacional de Justiça o recebe com alegria e confiança. Que seja um tempo fecundo para a Justiça e, sobretudo, para a democracia brasileira”, concluiu.
Fonte: CNJ
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