NOTÍCIAS
28 DE SEPTEMBER DE 2026
Um salva oito: saiba como se tornar um doador de órgãos
Tornar-se doador de órgãos e tecidos é uma decisão baseada na empatia e na responsabilidade que compartilhamos como sociedade. Um único doador pode salvar até oito vidas e melhorar a qualidade de vida de dezenas de outras pessoas. Por isso, a campanha nacional de incentivo à doação, Setembro Verde, busca ampliar o diálogo sobre o tema e esclarecer dúvidas relacionadas a esse gesto.
A decisão de se tornar uma doadora, para a Juíza Bruna Faccin Beust Minuzzi, da Comarca de Agudo, nasceu da compreensão de que, mesmo após a morte, é possível realizar um gesto concreto de solidariedade e esperança. “A possibilidade de contribuir para que outra pessoa tenha uma nova chance de viver, ou possa recuperar a qualidade de vida é algo que considero profundamente significativo”, diz.
Gesto voluntário
A doação de órgãos é um ato voluntário que pode ajudar a salvar ou melhorar a vida de pessoas que precisam de um transplante. O procedimento é indicado quando outros tratamentos já foram esgotados e, muitas vezes, é a única alternativa para o paciente. Os doadores podem ser vivos ou falecidos. A doação em vida pode ser realizada por uma pessoa maior de idade e juridicamente capaz, desde que seja saudável e compatível com o receptor. Nesse caso, o doador pode ceder um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte dos pulmões. De acordo com a lei, o doador deve ser parente até o quarto grau ou cônjuge do receptor. Nos casos em que não há parentesco, é necessária autorização judicial.
A servidora Carla Tatiana Coletto da Silva, gestora da 14ª Vara Cível do Foro de Porto Alegre, relata que a decisão de se tornar doadora de medula óssea surgiu ao descobrir a raridade de ser compatível com alguém de fora da família e a importância de ampliar o número de possíveis doadores. “Uma pequena atitude que pode mudar para sempre a vida de uma pessoa e todos à sua volta”, completa.
Já no caso de um doador falecido, a doação de órgãos só poderá ser realizada quando o paciente estiver em morte encefálica, geralmente causada por traumatismo craniano, AVC ou anóxia (ausência total de oxigênio) ou parada cardiorrespiratória.
Familiares devem estar cientes da intenção
Como previsto pela lei, é necessária a autorização de familiares de até segundo grau para a realização efetiva da doação. Após o diagnóstico de morte encefálica, uma equipe médica entrevista os familiares para explicar o processo e solicitar a autorização. Se houver consentimento, é realizada uma avaliação clínica do possível doador, verificando histórico de doenças e hábitos que possam comprometer a segurança do receptor. A magistrada Bruna Faccin Beust conta que procurou conversar abertamente com a família sobre a sua decisão e explicar a importância que a doação de órgãos tem para ela. “Entendo que esse diálogo é fundamental, porque é importante que as pessoas mais próximas conheçam e respeitem a nossa vontade”, ressalta.
Expressar formalmente o desejo de ser doador é uma maneira de reforçar a vontade à família. Isso pode ser feito por meio de campanhas como “Doar é Legal”, iniciativa do Poder Judiciário gaúcho, e “Um Só Coração”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Colégio Notarial do Brasil. As iniciativas buscam facilitar o registro formal da vontade de doar, além de orientar e esclarecer dúvidas sobre o processo.
Doar é Legal: Emita a sua certidão
Para mais informações, acesse a cartilha Doar é Legal
Fonte: TJRS
The post Um salva oito: saiba como se tornar um doador de órgãos first appeared on Anoreg RS.
Outras Notícias
Anoreg RS
01 DE JULY DE 2026
STF vai discutir indenização por desapropriação de imóveis ocupados por famílias de baixa renda sem registro de propriedade
Matéria teve repercussão geral reconhecida. No julgamento de mérito, sem data prevista, o Tribunal fixará tese a...
Anoreg RS
01 DE JULY DE 2026
Informativo de Jurisprudência do STJ trata da validade da alienação de imóvel antes da falência, mesmo no período suspeito
AREsp 2.185.324-GO, Rel. Ministro Luís Carlos Gambogi (Desembargador convocado do TJMG), Rel. para acórdão...
Anoreg RS
30 DE JUNE DE 2026
Semana da Qualidade mobiliza Cartórios de todo o País para participação no PQTA 2026
Movimento nacional será realizado entre os dias 6 e 10 de julho e contará com a participação da ANOREG/BR e das...
Anoreg RS
30 DE JUNE DE 2026
Pai não pode anular doação em vida para filhos sob alegação de ingratidão
A 9ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou a anulação de contrato de doação firmado...
Anoreg RS
30 DE JUNE DE 2026
Quarta Turma afasta usucapião familiar sobre parte de imóvel com área total superior a 250 m²
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que a usucapião familiar não...